Terça, 21 de Novembro de 2017
LITURGIA

SABIA QUE...


História do milagre para canonização de Arcangelo Tadini
Um casal estéril conseguiu conceber dois filhos de maneira natural





05 de Maio de 2009 | 805 visitas
Por Carmen Elena Villa
BRÉSCIA, terça-feira, 5 de maio de 2009 (ZENIT.org).- O dia 6 de dezembro de 2004 é uma data que sempre ficará na memória e no coração dos esposos italianos Elisabetta Fostini e Roberto Marazzi.

Nesse dia, ambos receberam a notícia de que Elisabetta estava grávida, depois de que, na primavera do mesmo ano, os médicos lhes anunciassem que, por problemas de esterilidade de ambos, seria impossível que pudessem conceber um filho de maneira natural.
Elisabetta e Roberto pediram ao beato Arcangelo Tadini que intercedesse para que pudessem conceber um filho. Depois de ter-se comprovado este milagre, o fundador das Irmãs Operárias da casa de Nazaré, nascido em Bréscia em 1846 e morto em 1912, foi canonizado em 26 de abril passado na Praça de São Pedro.
Hoje, este casal tem dois filhos: Maria e Giovanni. Durante a missa de canonização, a família levou as oferendas ao Santo Padre junto com aqueles que, como eles, receberam o milagre para a canonização dos outros quatro beatos.
«Eu fiquei muito comovida ao encontrar Sua Santidade. Senti-me acolhida por um pai. Ele se mostrava acolhedor, como um avô», assegura Elisabetta, ao relatar sua experiência a Zenit, junto com seu marido.
Um milagre para a santidade
Em um processo de canonização, a Igreja pede, por vários meios, que se comprove a santidade da pessoa. Dentro destas provas, é necessário que, por intercessão do futuro beato (se não for um caso de martírio) ou santo, realize-se um milagre que deve ter três características.
A primeira é o caráter sobrenatural: este não pode ser explicável do ponto de vista científico. Também quem recebe o milagre deve ficar totalmente restabelecido da enfermidade em questão. Por último, o efeito do milagre deve ser definitivo.
Em busca de filhos
Elisabetta e Roberto se casaram em 2000 e ambos queriam ter filhos. Passou o tempo e Elisabetta não podia conceber.
«Cada mês nos dávamos conta de que esta espera não levava a nada. E nos perguntávamos muitas coisas: o que Deus queria de nós?», contava Roberto a Zenit enquanto pedia a seu filho pequeno que abaixasse o volume da televisão.
Os médicos os examinaram e perceberam que ambos eram estéreis. Este casal começou, então, a procurar uma solução para seu problema: «Propuseram-nos recorrer à fecundação artificial, mas isso ia contra nosso pensamento».
«Não aceitaríamos nunca o congelamento de um embrião. Uma criatura deve ser buscada por amor, não por egoísmo», explica Elisabetta.
Os esposos pensaram então na opção de adotar um filho, ainda que sabiam que este processo não seria fácil: «Tivemos o primeiro encontro com a psicóloga – recorda Roberto. Mas eu estava seguro de que, cedo ou tarde, teríamos um filho, que este dom chegaria».
Foi assim como os esposos começaram a pedir a Deus um milagre para que Elisabetta pudesse conceber, segundo conta Roberto: «Fomos a Medjugore. Aqui na Itália, em qualquer passeio em que encontrássemos uma Igreja, parávamos para fazer uma oração».
Depois, os esposos começaram a fazer amizade com um grupo com as Irmãs Operárias da Casa de Nazaré, a comunidade fundada por Santo Arcangelo. «Soubemos que algumas crianças nasceram por sua intercessão, de casais que fisicamente não tinham grandes impedimentos, mas que não conseguiam conceber», conta Roberto.
Elisabetta diz que ficou impactada com a vida deste sacerdote: «Descobri sua figura, li três livros e me fascinei verdadeiramente porque, em seu ser sacerdote, em sua cotidianidade, era um santo. Comoveu-me sua normalidade. Conhece-lo me encheu de serenidade».
O milagre
Assim foi como ambos começaram a dirigir-se ao santo para que, por sua intercessão, acontecesse o milagre de ter filhos: «tomei a relíquia e a coloquei em meu ventre», diz Elisabetta.
Contudo, o panorama não era muito positivo. Na primavera de 2004, os médicos lhes deram o diagnóstico final: «vocês não podem ter filhos». Elisabetta tinha as trompas obstruídas, enquanto os espermatozóides de Roberto morriam rápido e não conseguiam fecundar. «O mais duro que poderia ocorrer nos ocorreu», confessa Elisabetta.
Meses depois de ter recebido esta notícia, Elisabetta obteve o resultado positivo de sua gravidez. Algo cientificamente inexplicável: «Eu chorava de emoção! Depois desta alegria, toda a nossa dor foi esquecida».
Maria, que recebeu este nome em homenagem à Mãe de Deus, nasceu em agosto de 2005. Cinco meses depois, Elisabetta estava grávida de seu segundo filho, Giovanni, que com seu nome faz homenagem a João Batista. «Um já era o máximo, mas o Pai Eterno nos enviou outro. Não só contentou, mas nos deu mais. É como um pai quando seu filho deseja algo», diz.
Maria e Giovanni são crianças normais. Sua mãe assegura que «se amam muito, são simpáticos, às vezes não querem comer, vêem desenhos...».
O santo Tadini mudou a vida desta família. Os dois pequenos o chamam de «vovô», enquanto os pais asseguram que têm uma união muito especial com ele: «Falo dele como se estivesse vivo, as pessoas me perguntam: ‘Você o conheceu?’. ‘Não’, respondo, porque ele morreu em 1912. Mas é como se fosse da minha família. Ele entrou em nossa vida como um amigo, como um confidente», assegura Alisabetta.
«Foi muito bonito vê-lo na Praça de São Pedro, porque ele merecia», conclui agradecida a mãe.
(http://www.zenit.org/pt/articles/historia-do-milagre-para-canonizacao-de-arcangelo-tadini)

 

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