Terça, 21 de Novembro de 2017
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PRIMEIRA PROFISSÃO RELIGIOSA DE JANAÍNA


SEGUE A HOMILIA DE PE. EVANDRO, PÁROCO DE BARROCAS (SERINHA-BA), EM OCASIÃO DA PRIMEIRA PROFISSÃO RELIGIOSA DE JANAÍNA.

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA
Primeira Profissão Religiosa de Janaína Costa de Oliveira

Caríssimos irmãos e irmãs,
Estamos todos ainda experimentando as alegrias do Natal, daquele grande evento que mudou para sempre a história da humanidade: O Verbo se fez carne e habitou entre nós. A sabedoria da Igreja nos coloca em condições de celebrar tão grandioso acontecimento não só num dia, mas numa semana inteira, assim, estamos na Oitava do Natal.A liturgia de hoje coloca o nascimento de Jesus dentro do contexto de uma família, a Santa Casa de Nazaré. É um convite a contemplar o nascimento e crescimento de Jesus dentro da realidade de sua família humana, contemplar Jesus ao lado de Maria e de José. O desejo de todos nós deveria ser aquele tão bem cantado por Pe. Zezinho: “Tudo seria bem melhor, se o Natal não fosse um dia e se as mães fossem Maria e se os pais fossem José e se os filhos parecessem com Jesus de Nazaré”.
Além dessa solenidade celebramos também a profissão religiosa da jovem Janaína Costa de Oliveira. Como é significativo celebrar essa consagração dentro do Ano da Vida Consagrada, iniciado no primeiro domingo do Advento. Por isso, agora quero dirigir-me diretamente a você querida Janaína, embora essa reflexão sirva a todos, especialmente às religiosas e às famílias.
O vosso fundador, pároco e santo, Arcângelo Tadini, desejou que a Sagrada Família fosse sempre vosso modelo, não à toa a vossa comunidade religiosa chama-se Congregação das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré. Desde sempre quis ele oferecer a suas Irmãs “o exemplo de Jesus, Maria e José que na Casa de Nazaré, no silêncio e escondimento, trabalharam e viveram com humildade e simplicidade”.
A figura de São José, patrono da igreja universal, inspira-nos a bem vivermos os conselhos evangélicos. Sua pobreza, sua obediência e sua castidade são um convite a você Janaína, e a todos nós, a testemunharmos que Jesus é nossa única riqueza, nosso único ideal, nosso único amor. Contemplando José pedimos a Deus o dom de sermos fiéis à missão a qual Deus nos confiou.
Em Maria, mãe de Deus e nossa, a vida religiosa encontra o ideal de perfeição à qual é chamada. De fato, quem mais que Maria viveu até as últimas consequências o chamado de Deus? Quem mais que Maria foi fiel ao projeto de Deus em sua vida? Quem mais que Maria foi discípula e missionária de Nosso Senhor Jesus Cristo? Em sua vida de consagrada, querida Janaína, mirea Maria. Tenha-a como companheira de caminhada, inspire-se em seus exemplos e conte com sua materna interseção.
Por fim, a Sagrada Família mostra-nos Jesus. Sem ele a casa de José e Maria não seria santa e sua família não seria sagrada. Sem Jesus também a nossa vida perderia seu mais profundo significado, a vida religiosa perderia seu sentido, a igreja se transformaria numa mera instituição burocrática... Mas pelo contrário, nós temos Jesus. Já o Concílio orientava dizendo: “Os religiosos, portanto, fiéis à profissão, deixando tudo por amor de Cristo, sigam-no como única coisa necessária, ouvindo a Sua palavra, solícitos das coisas que são d'Ele”. (PerfectaeCaritatis, 5).
Somos ainda convidados a enxergar não apenas Jesus, Maria e José de maneira isolada, mas constituindo uma família. Um modelo de comunhão ao qual a vida religiosa deve ser espelho. Isso porque não se pode viver a consagração a Deus desligado dos irmãos. O papa Francisco lembra aos religiosos que acomunhão é praticada, antes de mais nada, dentro das respectivas comunidades do Instituto. E os convida a reler frequentes intervenções suas onde não se cansa de repetir que críticas, bisbilhotices, invejas, ciúmes, antagonismos são comportamentos que não têm direito de habitar nas nossas casas. O caminho da caridade que se abre diante de nós é quase infinito, porque se trata de buscar a aceitação e a solicitude recíprocas, praticar a comunhão dos bens materiais e espirituais, a correção fraterna, o respeito pelas pessoas mais frágeis… É «a “mística” de viver juntos» que faz da nossa vida «uma peregrinação sagrada». (Cf. Carta Apostólica para o Ano da Vida Consagrada)
Pois bem, cara Janaína, caras irmãs operárias,querido povo de Deus, Jesus, Maria e José constituem um modelo vocacional, um modelo de vida de santidade ao qual não se pode abrir mão. A Santa Casa de Nazaré é a grande escola de santidade para a vida religiosa, para a vida sacerdotal e para todo o Povo de Deus.
Que o Senhor nos conceda a graça de transformarmos também nossas famílias numa Santa Casa, como a de Nazaré, onde Jesus possa ser acolhido e amado. Assim seja!

Pe. Evandro de Santana Andrade

 

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